Os devaneios habitam o intervalo entre aquilo que vemos e aquilo que sentimos. São paisagens interiores, pensamentos sem destino definido, lembranças que se transformam e imagens que surgem quando a realidade permite à imaginação conduzir o olhar. Nesta exposição coletiva, diferentes poéticas se encontram para revelar que o ato de criar também é um exercício de liberdade. Cada obra percorre um caminho singular, ora silencioso, ora vibrante, ora íntimo, mas todas compartilham o desejo de ultrapassar os limites do visível e dar forma ao que, muitas vezes, só existe no campo da sensibilidade. Em Devaneios, a arte não busca respostas, mas possibilidades. Convida o espectador a desacelerar, abandonar a lógica imediata e atravessar um território onde memória, sonho, fantasia e emoção se entrelaçam. Cada encontro com uma obra torna-se um convite à contemplação e à descoberta de significados que pertencem tanto ao artista quanto à experiência de quem observa. Assim, a exposição transforma-se em um espaço de suspensão do cotidiano, onde o imaginário ganha corpo e cada visitante é livre para construir seus próprios percursos, permitindo que seus próprios devaneios completem aquilo que a arte apenas começa a narrar. Curadoria M. Montezi |