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Exposição



Ária Para Duas Vozes


Em 'Ária para duas vozes', KATIA POLITZER e REITCHEL KOMCH exibem esculturas e pinturas inéditas, materialmente híbridas (em cerâmica, materiais têxteis, aquarela e tinta acrílica, respectivamente) - todas realizadas nos dois últimos anos. Variáveis do pequeno ao médio formato, são criações de arte contemporânea que agem do campo feminino ao ecumênico, emitindo sinais de afirmação, elevação e encantamento em torno de dois grupos étnicos historicamente silenciados: o povo romani, em POLITZER; e as pessoas negras, em KOMCH. Para concentração da experiência individual, 'Ária para duas vozes' articula dois núcleos de exibição em separado, ao longo dos quais POLITZER e KOMCH buscam transcender a recorrente equação ‘representação na arte para gerar representatividade na vida civil’. Guardadas as diferenças conceituais e formais entre seus trabalhos, uma e outra devem ao fim entregar uma espécie de senda para comunhão espiritual - com atualizações concisas mas incisivas de símbolos sagrados e tradições mundanas, aqui e agora voltados à irradiação de luz e graça sobre a cena difusamente obscura do mundo em que vivemos.

Ancestralidade

As exposições

|| KATIA POLITZER

Katia é artista visual. Realiza as mostras individuais ‘Optchá: a estrada é o destino (Centro Cultural Correios, Rio, 2025); 'Vurdon' (Galeria Mblois, Rio, 2023); 'Triagem' (Centro Cultural Correios, Rio, 2022)'; 'Katia Politzer/Esculturas' (Espaço Cultural Correios, Niterói, 2019); 'Arte em andamento' (Galeria Marly Faro, Rio, 2016); 'Tuluperê' (Casa Galeria, Parati, 2008) e 'Trouxas' (Galeria Macunaíma/Funarte, Rio, 1982). Integra ‘A inquietante estranheza do lugar do Outro’ (Centro Cultural Correios, Rio, 2025); ‘Mata-mata’, ‘Onde certezas corrompem’, 'Assoma' e 'Sismais Sinais' (EAV-Parque Lage, Rio, 2023-2024); 'DO! Art Projects' (Uncool Artist, Nova York, 2023-2024); 'Notícias à boca miúda de um Mundo sem rumo' (Galeria Paulo Branquinho, Rio, 2023); '1 a Bienal Internacional do Vidro de Portugal’ (Guimarães, Portugal, 2022); 'Territórios Insustentáveis' (Consulado da Argentina, Rio, 2022); 'A Melancolia da Paisagem' (Galeria Sem Título, Fortaleza, 2019); 'Flutuantes' (Paço Imperial, Rio, 2018); 'Women in Art' (Ward-Nasse Gallery, Nova York, 2017) e 'Nós da Cidade: Intervenções' (Casa França-Brasil, Rio, 2017) - entre outras coletivas. Carioca, vive e trabalha no Rio de Janeiro.

|| REITCHEL KOMCH

Reitchel é artista visual. Realiza as mostras individuais ‘Igbá Odù: os braços fortes da Memória’ (Centro Cultural Correios, Rio, 2025); ‘Giras da vida: entre o Vurdon e o Irokô’ (Galeria MBlois, Rio, 2023), e ‘Dos Gestos e do Tempo’ (Espaço Cultural Correios, Niterói, 2019). Entre outras mostras coletivas, integra ‘A inquietante estranheza do lugar do Outro’ (Centro Cultural Correios, Rio, 2025); ‘Mata-mata’ e ‘Assoma’ (EAV-Parque Lage, Rio, 2023-2024); ‘Artistas Sem Galeria/14ª edição’ (Zipper Galeria, São Paulo, 2023); ‘Territórios Insustentáveis’ (Galeria do Consulado da Argentina, 2022); ‘Abre Alas 16’ (A Gentil Carioca, Rio, 2020); ‘A Melancolia da Paisagem’ (Galeria Sem Título, Fortaleza, 2019); ‘Flutuantes’ (Paço Imperial, Rio, 2018); ‘O Corpo e o Feminismo’ (Centro Cultural da Justiça Federal, Rio, 2018) e ‘Intersubjetividades’ (Espaço Cultural Correios, Niterói, 2017). Lança ‘Abre Caminho’, vídeo realizado a partir de performance e escultura homônimas na ‘Coletiva Ñzanza’ - com curadoria de Marcelo Campos e Sabrina Veloso (Villa Aymoré, Rio, 2020). Carioca, vive e trabalha no Rio de Janeiro.

Curadoria
M. Montezi






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